segunda-feira, 2 de julho de 2018

Eu não te dou essa permissão

Antes de começar a ler esse texto, quero te tranquilizar com a informação de que não se trata de um artigo com tom feminista. Neste espaço vamos falar sobre posicionamento e como isso se reflete na forma de se comunicar.

Para compreender inteiramente a mensagem sobre ‘eu não te dou essa permissão’, é importante praticar a EMPATIA:

Empatia é a capacidade de compreender a experiência vivida pelo outro para perceber o que ele sente e por que ele reage de determinada maneira.

Quando A mostra resistência a uma ação de B, seja lá qual for, A está delimitando seu espaço e não há nada de errado em fazer isso. Só que algumas pessoas se sentem constrangidas em avisar sobre o limite ao invasor. Sim, invasor, por que quem ultrapassa o limite sem autorização é invasor e quem invade, desrespeita.

O constrangimento de quem delimita o espaço pode se dar por alguns aspectos:

– receio de ser rude;

– sensação de ser egoísta;

– dúvida se vai parecer arrogante; e/ou

– medo de ser rejeitado;

A partir dessas sensações, a atitude poderá ser a de consentimento, muitas vezes sem a pressão do outro, mas também sem a clareza sobre o desejo real de permitir. É como se fosse: ‘eu permito, mas não estou completamente de acordo com o outro e só faço isso por que tenho medo de ser rejeitado/rude/arrogante/egoísta’.

O mecanismo de proteção acaba se transformando num ato de violação: ‘eu deixo, mas não me sinto bem com isso e só faço para contentar o outro’. O outro? O outro em primeiro lugar? O exercício mental agora é esclarecer pra si mesmo sobre quem está no primeiro lugar da lista de prioridades. Se o lugar de destaque é o outro, você mesmo se coloca pra escanteio. E se você se coloca nessa posição, o outro se sentirá no direito de não valorizá-lo.

A dinâmica acontece todos os dias em todos os lugares: em casa, na relação com a família; na escola, na relação com professores e colegas; no trabalho, com o chefe, pares e subordinados; na relação fonte-jornalista. Como é isso na sua realidade; já parou pra pensar como age e reage?

À medida em que não há a autovalorização, tudo pode ser permitido. É como se você autorizasse o abuso; afinal, você deu o espaço!

Ao se sentir dono do espaço e valorizado, quem antes cedia, agora se posiciona melhor. E isso não significa gritar e nem botar o dedo em riste. Isso significa autorrespeito!

Entretanto, respeitar-se e posicionar-se bem pode ser confundido, de acordo com as crenças de cada um, com arrogância. A visão distorcida de que alguém que sabe o que quer e se comunica bem é um arrogante, acontece dessa forma por quem não se sente capaz de atingir o mesmo nível de desempenho e se ofende com a postura adequada do outro. É diferente saber se posicionar e ser arrogante. Vamos trabalhar as diferenças para evitar confusão?

QUEM SE POSICIONA BEM:

fala com clareza sobre seus objetivos;

posiciona-se com firmeza. A postura corporal, expressividade da face e aperto de mão são de quem tem energia positiva, viva, em busca do objetivo;

usa verbos de ação no infinito e não no gerúndio: em vez de ‘vou fazendo’, prefere ‘vou fazer’. Nem pensar na forma ‘vou estar fazendo’ que, além de errado, mostra uma incrível falta de compromisso com o resultado;

usa palavras que mostram comprometimento e evita o ‘eu acho’;

tem vocabulário positivo, sem uso de reclamações;

não faz intrigas, fofocas ou trabalha contra os resultados do grupo;

vê sempre oportunidades onde os outros vêem crise;

não conta vantagens para se exaltar, mas acrescenta experiências ao grupo;

não tem necessidade de se exibir.

QUEM É ARROGANTE:

não tem o costume de praticar empatia;

tem vocabulário sofisticado, porque não se importa que o outro não o compreenda;

não valoriza o espaço do outro numa interação, porque só pensa em sua própria exibição;

conta vantagens com a intenção de se mostrar melhor posicionado em relação ao outro;

a postura corporal pode transmitir a sensação de esnobe, com o queixo acima do nível normal para ver as pessoas de cima;

dá mais valor para o TER do que para o SER;

é resistente em relação às novidades, por que tem medo do novo e insegurança com relação ao seu desempenho;

não se acha suficiente e, para se defender, se compara ao outro, promovendo intrigas;

usa da posição de poder para tentar convencer.

Como você pode perceber, posicionar-se bem não tem nenhuma relação com ser arrogante. O que acontece muitas vezes é que o ser humano pensa: ou cedo ou sou arrogante. É importante avaliar qual seria o ponto intermediário disso, como numa régua, em que o ponto zero é sempre ceder e o ponto 15 é ser arrogante. Há um PONTO BOM, no meio disso, que possa te ajudar a ter uma postura mais coerente com seus valores?

Com a construção desse entendimento, é possível perceber seu próprio espaço e não se constranger na delimitação do seu espaço para dizer “não, obrigado”, “você não pode fazer isso”, “eu não quero assim” e etc.

Por: Áurea Regina de Sá.

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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Como vender o que voce produz em casa e decolar nos negócios

Segundo o IBGE, há no Brasil atualmente 13,7 milhões de desempregados. Essa realidade acaba criando muitos empreendedores por necessidade que se veem forçados a gerar uma fonte de renda. E vender o que se faz em casa para pagar as contas tem sido a alternativa para muitas pessoas.

Como consultor e palestrante de vendas, costumo sugerir algumas dicas para que o negócio seja viável e rentável. Confira 4 delas a seguir:

1- PESQUISA

O primeiro passo é pesquisar o que já existe de similar no mercado e a faixa de preço que são comercializados itens semelhantes ao que você deseja vender.

Pense em algum diferencial atrativo que seu produto ou serviço precisará ter. O cuidado é para não se tornar mais do mesmo.

2- CUSTO

Antes de vender é preciso comprar bem, saber calcular o preço de custo e a margem de lucro, pontos fundamentais para conquistar o resultado financeiro desejado.

- Custo fixo: é o custo que a pessoa tem, independentemente de realizar vendas. Por exemplo: internet, aluguel do ateliê, água, energia e salário.

Custo variável: existe em função da produção. Mais produção significa um aumento de custos em materiais e ferramentas. Se tiver menos produção, o custo diminui. Por exemplo: matéria-prima, embalagens e frete.

3- VENDA

É viável conseguir gerar receita em três canais de venda:

- Venda direta: pessoas que você conhece, familiares, amigos e vizinhos devem ser seus primeiros clientes. Não tenha vergonha de oferecer e, se houver alguma crítica nessa etapa, ainda dará tempo de corrigir antes de disponibilizar para uma gama maior de potenciais compradores.

- Venda pela internet: poste fotos nas redes sociais e nos aplicativos do seu celular. Hoje, já existem vários sites gratuitos e exclusivos para venda de produtos feitos em casa.

- Venda para lojistas: visite lojas que já trabalham com itens parecidos e feiras desse segmento. Faça parcerias, deixe seus produtos para vender, ensine os argumentos que devem ser utilizados na venda e divida o lucro. Assim, você foca na produção e eles (lojistas), que já têm o cliente, na venda. Vocês dividem o resultado financeiro e, nesse caso, menos é mais.

4- FORMALIZAÇÃO/MEI

Sevocê trabalha por conta própria, quer abrir um negócio e formalizar o negócio, pode se tornar um microempreendedor individual (MEI). Basta fazer seu cadastro no site www.portaldoempreendedor.gov.br e, em seguida, receberá seu CNPJ. A partir daí, já é possível emitir nota fiscal possibilitando, assim, a venda de produtos para outras empresas.

Segundo o Sebrae, já são mais de sete milhões de negócios formalizados como MEI. No início de 2018 o microempreendedor individual passou a poder faturar até R$ 81.000,00 por ano. Como obrigação fiscal, precisa pagar apenas uma contribuição mensal (DAS), valor que gira em torno de R$ 50,00 (varia pouco em função da atividade exercida).

O MEI também pode abrir conta da empresa numa instituição financeira, sendo mais fácil realizar empréstimos bancários. Passa também a ter benefícios previdenciários e auxílio doença. Microempreendedor Individual: Tire todas as suas dúvidas sobre o MEI.

Pense nisso, mãos à obra e ótimos negócios!

Erik Penna — Palestrante de vendas e motivação, especialista em vendas com qualificação internacional, consultor e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender”, “Motivação Nota 10”, “21 soluções para potencializar seu negócio”, “Atendimento Mágico - Como Encantar e Surpreender Clientes” e “O Dom de Motivar na Arte de Educar”. Saiba mais sobre motivação e vendas em: www.erikpenna.com.br

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segunda-feira, 12 de março de 2018

Como as mudanças no MEI podem impactar o mercado?

As recentes mudanças no MEI (Microempreendedor Individual) trouxeram e vão continuar trazendo diversos benefícios, uma vez que as novas regras que foram estabelecidas no ano de 2016 por meio da Lei Complementar entraram em vigor agora com a aprovação do Comitê Gestor do Simples Nacional. Para saber os impactos que isto irá causar nos seus negócios, é preciso analisar cada caso e avaliar pontos, como os exemplos a seguir:

1) Exclusão e inclusão da lista de enquadramento como MEI

Foram excluídos da lista do MEI: Personal Trainer; Arquivista de Documentos; Contador e Técnico Contábil.

Passaram a ser autorizados como MEI: Apicultor; Cerqueiro; Locador de bicicletas; Locador de Materiais e Equipamentos Esportivos; Locador de Motocicletas, sem condutor; Locador de Videogames; Viverista; Prestador de Serviços de Colheita; Prestador de Serviços de Poda; Prestador de Serviços de Preparação de Terrenos; Prestador de Serviços de Roçagem, Destocamento, Lavração, Gradagem e Sulcamento; e Prestador de Serviços de Semeadura.

O grande benefício trazido por esse aumento de atividades que podem ser incluídos no MEI é a formalização da prestação de serviço por todas essas pessoas. Isso porque, em muitos casos, esses prestadores de serviços acabam por trabalhar na informalidade, o que acarretava prejuízo para eles e para quem os estava contratando. Possibilitando a sua formalização como MEI, toda a atividade de prestação de serviços será regulada e formalizada.

2) INCLUSÃO DO TERMO "INDEPENDENTE" EM TODAS AS OCUPAÇÕES

Todos devem ser independentes, pois o Comitê Gestor determinou o acréscimo do termo "independente" em todas as ocupações do MEI, o que significa que a ocupação deve ser exercida pelo titular do empreendimento, que não deve estar subordinado ao contratante e nem possuir relação de habitualidade com o mesmo.

3) EXIGÊNCIA DE CERTIFICADO DIGITAL PARA CUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÕES

Ainda fora determinado que a microempresa e a empresa de pequeno porte que tiver empregado necessitarão de certificado digital para cumprir com as obrigações da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e Informações à Previdência Social (GFIP) ou do eSocial.

4) AUMENTO DO LIMITE DE FATURAMENTO DO MEI

Outra alteração é o aumento do limite do faturamento de R$ 60 mil para R$ 81 mil.

Com isso, os empreendedores que faturaram em 2017 entre R$ 60 mil e R$ 72 mil poderão optar pelo pagamento de uma multa sobre o excedente e permanecer enquadrados no mesmo regime tributário.

Isso é muito bom para o Microempreendedor, pois ele não se restringirá a continuar prestando serviços, como o limite de faturamento foi aumentado, e ainda terá o incentivo de procurar mais negócios sem o medo de ser desenquadrado da condição de MEI por estourar esse limite.

O novo limite traz mais conforto especialmente para os micro empreendimentos que têm tendência a crescer. E tal como ocorreu nesta mudança, com a inclusão de 13 novas atividades, a tendência é que com o passar do tempo mais atividades possam ser incluídas e, com isso, o aumento de empresas que se formalizem. Antes os empresários enquadrados no MEI ficavam restritos ao faturamento e até mesmo deixavam de pegar serviço ou postergavam a emissão de nota fiscal para não serem desenquadrados do MEI, e com isso terem a carga tributária majorada.

Apenas não vê com bons olhos por parte da Receita Federal, que estima que a entrada de novas empresas na modalidade, com o faturamento majorado para R$ 81 mil acarretará em queda na arrecadação. Isso porque, antes, essas 13 novas atividades não podiam ser MEI, e aqueles que faturavam mais de R$ 60 mil também não. Como o MEI é uma forma de tributação menor, isso não foi tão bem recebido pela Receita Federal por importar na diminuição da arrecadação dos tributos. Porém, aos olhos dos contribuintes, não há que se falar em qualquer perda, mas apenas em ganhos.

Por: Dra. Andréa Giugliani — Giugliani Advogados.

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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Para os 14 feriados de 2018, marketing digital é aposta das lojas virtuais

O ano de 2018 será generoso em feriados: catorze, dez deles prolongados e "caindo" em dias da semana, o que representa dezesseis dias a mais de folga, contando as possíveis 'emendas'. Quem não gosta nenhum pouco dessa história são os lojistas virtuais. O fato de as pessoas ficarem mais tempo ao ar livre e longe do computador provocam quedas nas vendas do setor.

A rede de afiliação Awin, que atende 17 dos 20 maiores e-commerces do país e outras 300 lojas virtuais, estima que cada feriado seja responsável por derrubar as vendas em até 9% entre seus anunciantes, na comparação com dias normais. Já um estudo da Confederação Nacional do Comércio, aponta que o prejuízo se estende também ao varejo físico e à indústria. A entidade aponta que, no ano passado, por conta dos feriados, varejo e indústria deixaram de lucrar R$ 22 bilhões e R$ 66 bilhões, respectivamente.

Mas existem maneiras de mudar esse cenário. Rodrigo Genoveze, Country Manager da rede de afiliação Awin no Brasil, orienta como o lojista pode melhorar seu desempenho em períodos menos aquecidos. "Utilizar cupons de desconto para uma seleção de produtos, destacá-los na página inicial do site, fazer ações de frete grátis e produzir uma peça temática para enviar à base de clientes são exemplos de medidas que podem ser colocadas em prática para chamar atenção do cliente e incentivar o consumo", indica.

Por: Redação

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sábado, 6 de janeiro de 2018

Você é resiliente? Conheça as 9 atitudes das pessoas altamente resilientes

Resiliência é um conceito emprestado da física que significa a capacidade do indivíduo em lidar com situações adversas, superar pressões, obstáculos e problemas, e reagir positivamente a eles sem entrar em conflito psicológico ou emocional.

Todos nós, de tempos em tempos, somos testados na nossa habilidade de adaptação, isto é, na nossa capacidade de resiliência. O principal objetivo da resiliência não é restaurar o passado, mas propiciar condições de dar um salto para frente. É a habilidade de manter o seu propósito enquanto você se adapta a novos métodos e procedimentos.

Diz um velho ditado que não podemos controlar os ventos que sopram no nosso barco, mas podemos ajustar as velas para chegarmos ao nosso destino. É exatamente o que faz a pessoa resiliente: ajusta as velas para chegar ao objetivo, adaptando-se e agindo com flexibilidade diante da conjuntura adversa. Resiliência é um dos sinais do verdadeiro líder, capaz de enfrentar e suplantar crises, problemas, obstáculos e adversidades com serenidade em situações de estresse.

Veja quais são as 9 características das pessoas altamente resilientes:

1. Elas têm grande capacidade de adaptação.

Pessoas resilientes são flexíveis tanto mental quanto emocionalmente. Sentem-se muito confortáveis em utilizar qualidades e comportamentos aparentemente opostos. São indivíduos que têm facilidade em ser ao mesmo tempo lógicos e intuitivos, sérios e brincalhões, calmos e entusiasmados, fortes e gentis. 

2. Elas esperam que as coisas sempre terminem bem.

São pessoas dotadas de profundo otimismo alicerçado em fortes valores internos. Têm grande tolerância às incertezas e ambiguidades. Conseguem trazer estabilidade em situações críticas ou caóticas. Costumam perguntar: “O que posso fazer para que as coisas terminem bem para todos nós?” 

3. Elas criam emoções positivas em épocas de crise.

Conseguem mergulhar em situações que para outros são estressantes, porque aprendem ótimas lições de situações negativas. Transformam infortúnios e desgraças em coisas boas e se fortalecem com a adversidade. Costumam perguntar: “Como posso modificar isso? Por que foi bom que essa situação negativa acontecesse?” 

4. Elas aprendem continuamente com a experiência de vida.

Pessoas resilientes assimilam rapidamente experiências novas ou inesperadas e agregam facilmente essas mudanças às suas vidas. Elas perguntam: “Qual a lição por trás dessa experiência?” Mesmo em meio à crise elas riem e experimentam emoções positivas. Esse comportamento emocional ajuda a liberar a oxitocina e as endorfinas, substâncias preciosas que auxiliam a enfrentar situações de grande pressão. 

5. Elas sabem se defender.

Quando confrontadas com ataques e manobras mal-intencionadas elas evitam e boqueiam essas ações, sabem respondê-las buscando também apoio, aliados e recursos adequados para o enfrentamento. 

6. Elas têm uma sólida  autoestima.

A autoestima é como você enxerga a si mesmo e determina o quanto você aprende quando algo deu errado. A autoestima faz com que você respeite a si mesmo e aos outros, e saiba aceitar críticas sem ressentimentos, bem como elogios e cumprimentos, sem se ensoberbecer ou tornar-se arrogante.

7. Elas tem amizades e relacionamentos saudáveis.

Existem inúmeras pesquisas mostrando que o apoio social é essencial para a resiliência. Mesmo que você seja introvertido, se você tiver uma pessoa de confiança com quem possa conversar sobre sua situação, isso pode ser extremamente útil. Pessoas solitárias estão mais sujeitas a condições de estresse. Falar com amigos, familiares ou mentores diminui o impacto das adversidades e aumenta o sentimento de autoestima e autoconfiança.

8. Elas são criativas e intuitivas.

São indivíduos que analisam os problemas e dificuldades sob vários ângulos e descobrem várias soluções diferentes para eles. Sabem e reconhecem a importância da intuição como fonte de dicas e orientações. Procuram constantemente desenvolver a criatividade expandindo, assim, a inventividade e a busca de novos horizontes profissionais.

Por: Ernesto Berg

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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Será que menos é mais?

A constante necessidade de estarmos sempre atentos, atualizados, cientes dos fatos que acontecem ao nosso redor e pelo mundo, faz com que haja um elevado consumo diário de nossas horas.

Horas que no passado utilizávamos com lazer ou ócio, hoje desaparecem em meio ao turbilhão de compromissos. Multiplicar o nosso tempo para que consigamos vencer tudo que precisamos ou desejamos é o nosso maior desafio.

Satisfazer a expectativa pessoal, familiar e do mercado, cada dia é mais difícil e estressante.

Nos dias que ficamos com momentos livres na agenda e até mesmo com disponibilidade de praticar o moderno “nadismo”, temos a sensação de estar cometendo um erro ou até mesmo desperdiçando algo muito precioso: o nosso próprio tempo.

Tenho a nítida impressão de que esta rotina caótica, fez com que sintamos a necessidade de estar constantemente correndo e buscando chegar rapidamente a um destino que desconhecemos.

Somos escravos de um modelo que criamos e alimentamos.

A intensidade da vida e todas as oportunidades que a tecnologia e o mundo moderno nos ofertam, fazem com que queiramos encurtar distâncias e aumentar exponencialmente nossas experiências.

Conversar de maneira presencial, ler livros, assistir uma peça de teatro, caminhar pela praia e uma série de outras atividades, passaram a ser monótonas e pouco emocionantes.

As diferentes metodologias e formatos de comunicação e interação trouxeram novas necessidades e consequentemente também consomem o nosso tempo. Precisamos dedicar horas nas redes sociais para interagir com muitos amigos fictícios e até mesmo alguns estranhos.

Caprichamos nas produções de selfies em locais inusitados e glamurosos. Registramos onde e com quem estamos, o que comemos e as nossas emoções. Vivemos uma nova era, uma era de ficção, recheada de pessoas pseudos saudáveis, atletas, gênios, populares e descoladas. Todo este novo modelo de vida perfeita e/ou ideal, força com que estejamos disponíveis para suprir as necessidades desta persona que criamos.

Talvez esteja na hora de pararmos para pensar e rever nossas rotinas. Não tenho dúvidas de que o ritmo de hoje é outro e que se faz necessário agilidade, flexibilidade e até mesmo intensidade. Mas, cada vez mais passo a flertar com a ideia de repensar o modelo e segurar um pouco o ritmo.

Buscar a excelência é a nossa obrigação, mas precisamos distribuir o tempo de maneira assertiva para que tenhamos uma vida saudável e equilibrada. O simples ato de questionar e refletir sobre nossa forma de agir e viver, pode ser o início de uma nova e segura fase.

Por: Roberto Vilela

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domingo, 10 de setembro de 2017

O hábito destrutivo de avaliar tudo o que fazemos

Você vai vivendo o dia e parece que tudo é como uma crítica de jornal, constantemente observando as coisas para louvar ou criticar.

Foi à academia hoje? Bom trabalho, Leo. Passou muito tempo no YouTube? Péssimo, Leo. O corpo estava meio flácido quando você se olhou no espelho pela última vez? Você é uma bola de sebo.

Tudo o que fazemos se torna algo passível de julgamento: merecemos louvores ou críticas?

Permanecemos no hábito mental de constantemente avaliar tudo o que fazemos, checar se somos merecedores ou não. A propósito, fazemos isso também com outras pessoas e com as situações na vida em geral -- tudo é avaliado como bom ou mau.

Esse hábito mental de avaliar todas as coisas -- embora normal e natural -- é destrutivo.

Por que?

CADA VEZ QUE VOCÊ SE AVALIA,ESTÁ FERINDO A SUA FELICIDADE.

Eis o que acontece:

Você segue fazendo as coisas do dia a dia; Sua mente avalia constantemente: o que eu fiz é bom ou não? Sou digno de elogios ou críticas? Se você fez algo digno de elogios, você fica feliz. Bom, na verdade você não tem muito tempo para celebrar. Na verdade, você vai pensar em todas as coisas que não fez ainda e não tanto nas que fez. Ou talvez você pense que fez um trabalho razoável, mas que poderia ser melhor. Ou que deveria fazer mais. Ou você fica preocupado em perder o que ganhou, colocando tudo a perder na próxima vez. E então você não tem confiança em si mesmo, embora tenha feito algo razoável. Se você fez algo reprovável... bom, isso também não lhe deixa feliz consigo mesmo. E é o que acontece na maior parte do tempo. Enfim, esse hábito mental não ajuda em nada. Ele nos faz sentir mal constantemente em relação a nós mesmos, insuficientes, frustrados, como se estivéssemos fazendo as coisas erradas.

Por que pensamos assim? Porque queremos ser dignos de elogios. Não temos garantia de que somos dignos, portanto nos questionamos constantemente. E sempre nos avaliamos mal porque estamos nos comparando: 1) a todas as pessoas que fizeram coisas memoráveis, 2) ao nosso ideal do que deveríamos estar fazendo (spoiler: perfeitamente em todas as coisas possíveis) e 3) o que iria impressionar os outros. Nunca conseguiremos atingir esses ideais.

UM HÁBITO MENTAL DIFERENTE

Se o hábito da avaliação não ajuda, o que podemos fazer? E como podemos mudar? É possível?

Tenho que admitir, hábitos mentais não são fáceis de mudar. Temos que ter consciência do que está acontecendo e permanecermos vigilantes. Não demoramos muito para fracassar nesse propósito... e logo nos avaliamos mal novamente. Aquele momento, evidentemente, é uma bela oportunidade para praticar o desapego da avaliação constante.

O hábito que eu recomendo é encontrar gratidão e contentamento naquele momento. Sim, é complicado e escorregadio. Mas funciona, e muito.

FUNCIONA DA SEGUINTE MANEIRA:

1. Você faz algo durante o dia;

2. Você percebe que está se julgando: "preguiçoso hoje, hein?"

3. Você pensa "lá vamos nós de novo. Não perca mais nenhum segundo com esse pensamento";

4. Ao invés disso, pare e encontre uma maneira de ser grato por algo nesse momento, sobre você mesmo ou sua vida. Você encontrará uma maneira de ser feliz com o que tem, com quem você é e com o que está acontecendo agora. Você experimenta as sensações do momento à medida em que elas acontecem.

E repita: não importa e eu fiz um péssimo trabalho ou se fui preguiçoso, procrastinei ou esqueci de fazer algo. Também não importa e você fez algo bom -- sua gratidão e contentamento não dependem do que você fez. Você pode ter feito algo bom e se contentar, bem como pode fazer algo de forma equivocada e se contentar.

ALGUNS EXEMPLOS:

* Acabei de escrever um post para o Zen Habits -- eu sou demais! Na verdade, não vou perder meu tempo com o velho hábito da avaliação. Em vez disso, vou perceber o que está acontecendo agora neste momento. Está um belo dia lá fora. Meu corpo está cansado. Eu tenho um bom teto sobre minha cabeça e acabei de comer uma ótima refeição. Sou grato por essas coisas, por meus filhos, minha esposa, minha família, meus amigos, meus leitores, a vida em geral. Tudo isso é verdadeiro, escrevendo ou não o post.

* Acabei de perder meu tempo lendo meus sites favoritos em vez de fazer meu trabalho -- eu sou péssimo. Novamente, não vou perder nenhum segundo com esse hábito. Novamente, eu paro e percebo o que está acontecendo agora: o ar é constante, há um barulho contínuo vindo da geladeira, há esquilos lá fora, sinto-me cansado e sou grato por todas as coisas que listei antes e outras mais (música, por exemplo, é ótimo).

Você pode fazer isso a qualquer momento, não importa o que está acontecendo: seu pai morrendo no hospital, você correndo atrasado para uma reunião, perdeu seu metrô, ganhou mais um inscrito no YouTube ou comeu um delicioso sorvete vegano. Esqueça o hábito da avaliação constante, pratique a gratidão e contentamento.

Pratique deixando algo visível por perto (um desenho que vocẽ fez, um presente da sua filha, uma flor que você achou na calçada, uma pedra do rio onde você caminhou) para lembrar do seu novo hábito mental. Pratique após uma meditação de dois minutos pela manhã. Pratique sempre que se sentir desmotivado, frustrado consigo mesmo, deprimido, sobrecarregado.

O hábito da gratidão e contentamento nunca vai falhar com você, é como um bom amigo.

Por: Leo Babauta

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Inteligência emocional não nasce com você: veja como desenvolver essa habilidade

  Especialistas apontam que autoconhecimento, empatia e gestão das emoções podem ser aprendidos e aperfeiçoados ao longo da vida Durante mui...